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Histórico! Centrais Sindicais realizam 1º de maio unificado pela primeira vez

Pela primeira vez na história, centrais sindicais se uniram para realizar um grande evento de 1º de maio, Dia do Trabalhador. Com as principais bandeiras de lutas unificadas e o pedido de liberdade ao ex-presidente Lula, o evento das centrais reuniu milhares de pessoas na Praça Santos Andrade, em Curitiba.

Além dos fortes discursos das principais lideranças sindicais do país contra o corte de direitos, pela retomada da economia, por mais empregos com carteira de trabalho assinada, os presentes ainda puderam apreciar grandes shows com Beth Carvalho, Renegado e Ana Cañas, além de muitas outras atrações locais. 

Para os líderes de trabalhadores que organizaram o evento, não há outra forma de descrever o ato que não seja como “simbólico e histórico”, já que essa é a primeira vez que um evento como esse, unindo as sete grandes centrais sindicais do Brasil (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, Intersindical e NCST).

“Esse 1º de maio unitário aqui na Santos Andrade é um marco histórico e um símbolo que mostra que os trabalhadores precisam unificar as suas forças para mudarmos o rumo do Brasil. Para garantirmos os nossos direitos e lutar contra a direita fascista é necessário estar unido, levando uma mensagem unitária para os trabalhadores”, destacou Sérgio Butka, presidente da Força Paraná e dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.

“É muito importante esse 1º de maio porque marca um momento de retomada do debate em torno do trabalhador, dos direitos trabalhistas e da democracia”, destaca Denilson Pestana, presidente da NCST Paraná.

“Para os trabalhadores é importante que as centrais sindicais estejam juntas para enfrentar o corte de direitos. Um grande exemplo disso foi a luta contra a Reforma da Previdência, que não passou no Congresso justamente pelas centrais e sindicatos estarem unidos em torno desta mesma luta”, lembrou Juruna, secretário-geral da Força Sindical. 

Deputados, senadores e candidatos à Presidência da República também prestigiaram o evento e destacaram a importância da unidade das centrais e dos trabalhadores neste momento de ataque aos direitos trabalhistas e pela democracia.

“É muito simbólico esse ato estar acontecendo aqui em Curitiba onde Lula está preso injustamente. É importante também essa pauta concreta e unitária das centrais em torno das reformas, por isso esse 1º de maio aqui é uma iniciativa histórica”, ressalta Lindberg Farias, senador.

“Hoje é um dia difícil porque é um dia de muito desemprego e também é o primeiro 1º de maio em muitos anos que nós não estamos com o presidente Lula num palanque como esse. Então é de se lamentar, mas ao mesmo tempo uma esperança renasce hoje com a unidade das centrais sindicais e dos partidos progressistas que estão fazendo o possível para derrotar o projeto de desmonte representado pelo governo Temer”, resume Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo.

“Hoje é um ato histórico que marca uma unidade nacional em defesa dos direitos e da democracia. Aqui tem representantes de movimentos sociais, centrais sindicais, militância e partidos políticos do Brasil inteiro. Todos defendendo não só os seus direitos, mas o ataque brutal que a democracia tem sofrido”, destacou Guilherme Boulos, candidato à Presidência pelo PSOL.

“Hoje lutamos contra a prisão de Lula porque ela representa um ataque à Democracia brasileira e nós só teremos um Brasil mais justo e igualitário, que se desenvolva valorizando a renda, se tivermos o máximo de Democracia. Então esse é o tom desse 1º de maio, além das muitas reflexões, pois temos aí Reforma Trabalhista, desemprego, corte de direitos”, resumiu Manuela d'Ávila, candidata à Presidência pelo PCdoB.

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