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Lesões por esforço repetitivo tiraram 22 mil do trabalho em 2017

Casos representam 11,19% de todos os benefícios concedidos pelo INSS no ano passado

Pelo menos 22 mil trabalhadores tiveram de ficar mais de 15 dias afastados do trabalho em 2017 por causa de algum tipo de doença relacionada com as lesões por esforço repetitivo e distúrbios osteomusculares (LER/Dort). Segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), isso representa 11,19% de todos os benefícios concedidos no ano passado.

O Ministério do Trabalho, que divulgou o levantemento, diz que os dados são um alerta, já que ninguém ganha com o problema. Os principais prejudicados com as ocorrências de LER/Dort são os trabalhadores, mas os empregadores também têm prejuízos quando o INSS precisa afastar os empregados das tarefas diárias.

As doenças relacionadas às LER/Dort são caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que atingem várias categorias profissionais. Geralmente são provocadas por movimentos contínuos com sobrecarga dos nervos, músculos e tendões. Das 20 principais causas de afastamento das atividades no ano passado, três se enquadram nessa denominação: lesões no ombro, sinovite (inflamação em uma articulação) e tenossinovite (inflamação ou infecção no tecido que cobre o tendão) e mononeuropatias dos membros superiores (lesão no nervo periférico).

Nessa última, a mais comum é a doença conhecida como Síndrome do Túnel do Carpo, resultante da compressão interna do nervo mediano na altura do punho. É muito comum em quem faz esforços repetitivos ou associados com força, como digitar, torcer roupas e picar alimentos em cozinhas industriais.

 Melhor prevenir

O auditor-fiscal do Trabalho Jeferson Seidler explica que o estresse também pode propiciar o surgimento do problema.

"São as situações que costumamos classificar como riscos psicossociais, como pressão excessiva por metas, metas inalcançáveis, rigor exacerbado no controle das tarefas, pressão das chefias, chegando até a assédio moral em alguns casos", pondera.

A prevenção é a maneira mais eficaz de resolver o problema. Seidler explica que o primeiro passo deve ser uma avaliação ergonômica do trabalho e a adequação dos problemas encontrados. Além disso, uma avaliação médica específica, com inventário de queixas nos setores de maior risco, pode identificar precocemente os primeiros casos e alertar para a necessidade de adequar as medidas preventivas.

"O empregador precisa organizar o trabalho de tal forma que o trabalhador não adoeça. E não tem como fazer isso sem avaliar o ambiente e tomar medidas que garantam a saúde dos seus empregados", explica.

Além disso, há as ações complementares que podem ser adotadas. Entre elas estão as pausas para alongamento e recuperação, aquecimento, exercícios de alongamento antes e depois do trabalho e a ginástica laboral.

Fonte: Destak // Brasil

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